Archive for the 'poemas' Category

Deficiências – Mário Quintana

Deficiente‘ é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

Louco‘ é quem não procura ser feliz com o que possui.

Cego‘ é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

Surdo‘ é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

Mudo‘ é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

Paralítico‘ é quem não consegue andar na direcção daqueles que precisam de sua ajuda.

Diabético‘ é quem não consegue ser doce.

Anão‘ é quem não sabe deixar o amor crescer.

E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

‘A amizade é um amor que nunca morre.’

Mário Quintana

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Ele chegou!

… o Outono! … mas não parece!

Com ele vem o cair das follhas, o anoitecer mais cedo, o fresquinho que nos lembra a chegada para breve da próxima estação, o cheirinho a terra molhada e as castanhas quentinhas assadas ao carvão…

… hmmmm…. saudade!

Sorriso Audível das Folhas

Sorriso audível das folhas
Não és mais que a brisa ali
Se eu te olho e tu me olhas,
Quem primeiro é que sorri?
O primeiro a sorrir ri.

Ri e olha de repente
Para fins de não olhar
Para onde nas folhas sente
O som do vento a passar
Tudo é vento e disfarçar.
Mas o olhar, de estar olhando
Onde não olha, voltou
E estamos os dois falando
O que se não conversou
Isto acaba ou começou?

Fernando Pessoa in “Cancioneiro”

Uma amiga minha tem este texto no seu blog que não resisti em “copiar” para o meu, com a sua devida permissão.

Há textos que têm a capacidade de nos fazer falar quando sentimos dificuldade em nos expressarmos, de soltar o que sentimos. Há quem não goste de citar frases ou textos dos outros. Eu gosto.

Pode ser que um dia deixemos de nos falar…
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe…
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos…
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos…
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe…
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre

Albert Einstein


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